A presença frequente, de Ruínas Industriais (estruturas abandonadas e consumidas pelo tempo) no tecido urbano, convida-nos a uma reflexão sobre a impermanência. São vestígios de um passado produtivo, agora entregues à erosão lenta dos dias, entre o abandono e a persistência, transformando-se, ora em depósitos de resíduos, ora numa obstinada reconquista da natureza, onde o mato e o silêncio reconstroem o que a lógica económica deixou para trás.
Este projeto encontra justificação numa mensagem com duas vertentes opostas, mas complementares; por um lado de protesto face ao que de degradante e invasor dos espaços urbanos, representam tais estruturas físicas, mas por outro de admiração e contemplação do que tais estruturas revelam como vestígios históricos, económicos e mesmo sociais.
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